
Semana passada eu descobri que será relançado o álbum de figurinhas que fez sucesso na década de 80, o fofíssimo Amar é... Como não adorar o casalzinho pelado que resumia as bobagens do cotidiano de um casal apaixonado? Rever as figurinhas me fez pensar sobre o nosso (confuso) conceito de amor. No nossa sociedade, conhecemos uma pessoa interessante, nos sentimos atraídos, namoramos, casamos e - supostamente - vivemos felizes para sempre. Infelizmente, esse modelo linear não está dando mais conta do recado para explicar toda a complexidade das diferentes formas de amar. Podemos amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo? Existe apenas uma única metade para cada um de nós? Se nunca a encontrarmos ou a perdermos, teremos como único destino a infelicidade? O amor romântico é um engodo? Nos últimos meses, várias pessoas se preocuparam comigo, queriam que eu não ficasse tão deprimida, que eu considerasse continuar vivendo,arrumasse um namorado e tocasse a vida para frente, mas nada é tão fácil como parece. Um grande amigo, o Sr. L, se separou recentemente e a conclusão estarrecedora ao fim de 28 anos de casamento: o que ele sentia não era amor! Bang! Tiro certeiro na ideia de que as pessoas se casam (e continuam casadas) por amor... Analisando os meus casamentos (foram só dois, tá gente?) eu concluo que quando estive formalmente casada não havia amor, mas no meu casamento destrambelhado com o Sr. T, o amor fluía sem tempo ou limite. Sim, eu quero seguir em frente, encontrar alguém e viver um amor pantufa: confortável, tranquilo e modorrento... Mas antes de ter certeza de que encontrei a outra metade da minha pantufa de coelhinho azul, quero ter certeza do que é esse tal de amor!



